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Eu e mim mesmo
 

 

 

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Usina Pazza é uma publicação da Pazza Comunicazione, destinada
à informação e análise
de temas relacionados
à comunicação e cultura
do Brasil e do mundo.

Os textos são de inteira responsabilidade
de seus autores. 

 
Eu e mim mesmo
 
Monique pela própria, ou um quase monólogo interior
Monique Revillion

 

 

M - Começando pelo começo, quem é Monique?
M – Mulher, casada, dois filhos, brasileira, gaúcha, que ama ler e escrever. São poucas as coisas, porém, que posso afirmar com certeza.

M – Dois medos, dois gostos, dois desgostos.
M – Medos, de andar de avião e de um dia desistir de mim mesma. Os gostos são simples, e muitos... só dois? Amigos numa sacada ensolarada, à beira-mar, meus filhos felizes, por perto. Desgostos? De tudo aquilo que não volta mais e do que eu devia ter dito, mas guardei só pra mim.

M – Por que escrever?
M – Porque é minha melhor forma de expressão.

M – Como foi estrear na literatura aos 45 anos?
M – Foi ótimo, um presente. Havia publicado textos isolados antes, fui me expondo aos poucos, no tempo possível. Sempre escrevi, mas as coisas não aconteceram mais cedo, não sei explicar. Falta de oportunidade, de coragem, de maturidade, talvez tudo isso misturado. Simplesmente não aconteceu.

M – Quais suas influências na literatura?
M – De todos os bons livros que já li, não saí impune de nenhum. Acredito muito na voz do escritor, independentemente das inevitáveis influências de tudo o que nos antecedeu. Há uma unicidade que deve vir à tona, uma voz que é única, rara. Sempre enxergo isso nos autores que admiro. Minha ambição é que, um dia, vejam isso em mim.

M – Qual a matéria-prima da literatura, na sua opinião?
M – Essa é fácil: gente, mais gente, a vida, o cotidiano, as emoções, um aceno na rodoviária, a lágrima do menino no primeiro dia de escola, um beijo roubado, um beijo negado... Está em todo lugar.

M – Um livro inesquecível:
M – Os livros que mais me marcaram, dos quais eu mais me recordo, eu li na infância. Lembro-me de dois que li nesta época da minha vida e que me marcaram muito: “Os meninos da Rua Paulo”, de Ferenc Molnár (e a inesquecível sociedade do betume), e “No país das sombras longas”, de Hans Ruesch, que fala da vida dos esquimós. Eu adorei os dois, entre tantos outros livros que tive a sorte de ter em mãos, quando menina.

M – O que você gostaria de ter sido, e não foi?
M – Bióloga, pra trabalhar com anfíbios no meio da Floresta Amazônica, na Mata Atlântica, no Pantanal. Amo a natureza, os bichos, as plantas – que, aliás, os homens não param de destruir.

M – Bicho-grilo? Eco-chata?
M – Nada disso. Essa conversa é seriíssima. Estamos solapando a biodiversidade e as condições de suporte à vida, inviabilizando, assim, nosso próprio futuro. Todos os sinais estão dizendo a mesma coisa: acordem, façam algo, se informem, ajam, antes que seja tarde demais. Acredito que esse é o maior desafio hoje e nas próximas décadas: preservar nossa casa, nosso planeta.

M – Fale um pouco de “Teresa, que esperava as uvas”.
M – É um livro de contos, histórias que escrevi a partir de memórias, impressões, passagens, e que me emocionaram de alguma forma. Neste sentido, é um livro muito sincero. Estou nele, inteira. Um livro que foi muito bem recebido pela crítica e pelos leitores. Foi acolhido com carinho, o que me deixa imensamente feliz.

 
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REFLEXÕES...

O segredo de uma boa velhice não é outra coisa que um pacto honrado com a
solidão.
Gabriel García Márquez
escritor colombiano
que completa 80 anos
em 2007

 

 
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